O pesadelo do Beco há de se manifestar

O amigo e leitor Beco tem certa implicância com a criação de distribuições Linux a torto-e-a-direita, sem um objetivo claro e sem uma equipe ou pessoa capacitada para manter um projeto como este. Confesso que também sou implicante com isso, afinal acaba enchendo a paciência você querer ajudar os novatos nos fóruns, mas a cada dia aparecer problemas nas distribuições mais obscuras, que nunca alguem ouviu falar e ai, quando você vai ver é o projeto de alguem que pegou um receita de bolo na internet e agora está posando de “desenvolvedor Linux”.

Então, a noticia publicada hoje no Guia do Hardware.net é de arrepiar os cabelos:

Ferramenta da SUSE permite personalizar a distro online

“A ferramenta é bastante interessante, e poderá gerar um grande número de remasters baseados no openSUSE (ou “distros derivadas”, caso queira chamar assim), além de facilitar as personalizações para uma infinidade de casos.”

Não sei se a previsão do Marcos Elias vai se concretizar, mas está desenhando um cenário que pode pode, a médio prazo, trazer mais luz para as distribuições patrocinadas pela Novell, seja o SUSE em si como o openSUSE, basta ver o caso do Ubuntu, o que tem de distribuição baseada nele é uma grandeza, isso claro, também ajudou na popularização da distribuição em si, como ocorreu anteriormente com o Knoppix e outras que facilitavam este tipo de personalização.

Para falar a verdade, a gigantesca maioria dessas distribuições, que chamo de “Distro de fim de semana”, não fedem e nem cheiram, ou seja, não agregam nada, mas também não fazem mal algum. Como o Augusto sempre diz lá no Br-Linux quando este assunto vem a tona, a pessoa que está fazendo provavelmente nunca iria contribuir com a distribuição em si, perante ao mercado também não há impacto, afinal as empresas não iriam levar a serio projetos deste “porte”, então, na maioria das vezes, só servem mesmo para divertir os comentários nos blogs relacionados ao assunto ou então para fomentar os flames, afinal, este é um dos assuntos principais nessas guerras, só perdendo para o famigerado Linux x Windows.

No mais achei a idéia bem bacana, ter uma ISO pronta para instalar apenas com os pacotes que quero, do meu jeito, seria uma mão na roda, vamos ver o desenrolar dos testes e se outras distribuições vão lançar ferramentas semelhantes, afinal, como já disse uma vez, openSUSE é até bacana, mas, pelo menos por enquanto, eu não usaria e nem indicaria aos amigos.

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14 Comentários para “O pesadelo do Beco há de se manifestar”

  1. Eu acho interessante tem uma maneira prática de
    fazer um remaster (como é o caso do remastersys para *buntu).

    Pq a pessoa pode instalar a distro original, apt-get-instalar o
    que mais quiser, apt-get-remover o que não interessar, e daí criar uma nova mídia de instalação já personalizada.
    Quando for instalar novamente, na mesma máquina ou em outra, não vai ter que fazer toooda a personalização novamente. Ela já está pronta.

  2. A minha implicância maior é com relação à nomenclatura usada. Esse pessoal que faz tais arremedos de fim de semana são proclamados rapidamente na blogosfera e em sites técnicos ao status de “desenvolvedores” e mantenedores de uma “distribuição”. É uma fraude. Que as distros “mãe” façam como os advogados do Ubuntu andaram fazendo, pressionando o pessoal do UbuntuLite para mudar de nome, usando qualquer nome com “Ubuntu” e “Remix”, afinal de contas, fora a questão da marca registrada, o UbuntuLite não é nada mais do que um script de instalação de alguns pacotes e personalização de tema. Muito certo.

    Porém nem todas as distribuições grandes possuem marcas registradas ou se interessam nesse embate para diferenciar os remixes, daí surgem as distribuições de mentirinha. Eu ainda levava alguma fé no Kurumin NG (inclusive o defendi aqui no blog faz algum tempo), que é um Remix, pois nem o kernel é diferente (o Kurumin anida usava o kernel do Sidux). Se bem que o kernel nem é impoprtante nesse contexo, mas sim o repositório. Contudo, depois que vi a porcaria que saiu e o nível de conhecimento do tal Leandro no GdHCast (o sujeito só fala bobagem) só poderia terminar em fracasso.

    Crianças, parem de brincar de desenvolvedores. Vão lá fora comprar um cigarro para o papai, por favor.

    Ah, vou atualizar a lista de defuntos brasileiros:
    Xavante, Oasis OS (esses morreram antes de nascerem hahahaha), Kurumin, Kurumin NG

    Quem será a próxima a entrar para o paredão? (tempos de BBB…)

  3. Lembrando que isto na verdade não é uma novidade, existia a bastante tempo (nao digo a versão do OpenSuse), mas eu já li sobre numa PC Master antiga. Mexi aqui mas não consegui achar a edição, então fico devendo o nome.

    De qualquer modo, acho bom pra economizar alguns Mbs, mas não muito mais do que isso também…

    Beco, o Oasis morreu mesmo? É uma pena. Onde que vc viu?

    Abraços.

  4. Só pode ter morrido. Onde você viu uma distribuição nascer e sobreviver sem ter programadores competentes?

    A propósito, não coloquei o Conectiva la lista, pois era uma distribuição de verdade, digna de respeito.

    Ah, uma pequena correção no meu post anterior. O Kurumin usava o kernel do Kanotix, não do Sidux.

  5. Eu nem tô sabendo muito sobe a distro.. mas quais são os programadores?

    Abraços.

  6. O homem invisível do Chaves.

  7. Bem, acabei de ser informado que o Kurumin NG morreu oficialmente, até o JQueiroz jogou a toalha, vou falar sobre isso já já.

    Quanto ao Oasys, na minha visão, nem era bem uma distro, mas uma idéia, um conceito que uns poucos queriam ver se era viável, dentre eles o amigo Chino Ventura.

    Desde o inicio alerto ele que, para poder por a mão na massa e transformar o conceito em algo palpável tem de ter conhecimentos, pelo menos mínimos, em algumas coisas, como funcionamento de hardware, comunicação deste hardware com o SO, saber ler e entender inglês (tudo é escrito neste idioma), conhecer bem o funcionamento do kernel Linux, o X e os gerenciadores de Ambiente Gráfico, além, claro, de linguagens de programação, desde shell script até C.

    Tudo bem, C nem é tão necessário assim de inicio, mas tendo conhecimento de logica da programação já ajudaria muito.

    Por mais que o Chino seja esforçado, uma andorinha sozinha não faz verão, muito menos uma distribuição, a não ser que esta andorinha tenha todos os conhecimentos ou pelo menos esteja buscando eles, como ocorre em muitos casos de distros de 1 homem só.

  8. Domínio total em shell script é o começo. C não é tão importante para empacotamento e construção, se você usar Pearl ou Phyton pode ser suficiente. A menos que você queira programar diretamente nos fontes, para corrigir bugs, daí C é obrigatório.

    Um exemplo de um projeto bem administrado, o IPCop (versão 2, em desenvolvimento), que nos proporciona um repositório SVN:

    http://ipcop.svn.sourceforge.net/viewvc/ipcop/ipcop/trunk/

    Aos aspirantes a construtores de distribuições, olhem os commits. A base é um LFS, mas vai além. Leiam as descrições, vejam os diffs, analizem o trabalho deles, que são umas 6 pessoas, para manter uma distro que só serve como roteador (sem X nem nada!). Vocês acham que é possivel um amador fazer isso, ainda mais sozinho?

  9. “Esse pessoal que faz tais arremedos de fim de semana são proclamados rapidamente na blogosfera e em sites técnicos ao status de “desenvolvedores” e mantenedores de uma “distribuição”. É uma fraude.”

    Concordo com você!

    Acho que todo aspirante a desenvolvedor deveria começar com algo tipo o “linux from scratch” e aprender tudo sobre as vísceras do monstro!

  10. “A propósito, não coloquei o Conectiva la lista, pois era uma distribuição de verdade, digna de respeito.”

    E teve uma história interessante.
    Começou como um remaster para localizar para pt_BR o RedHat!
    E depois foi criando identidade própria!

  11. “O Kurumin usava o kernel do Kanotix, não do Sidux.”

    E o sidux é um fork ou uma dissidência do kanotix…

  12. A insanidade continua.

    http://www.guaraos.blogspot.com/

  13. Já tinha visto, mas pelo menos ele deixa claro que é uma personalização.

  14. http://distrowatch.com/

    The second beta release of Epidemic GNU/Linux 3.0, a Debian-based desktop distribution from Brazil, is now available for download and testing. Besides having fixed many of the bugs reported by beta testers, this build includes some important updates, such as: Linux kernel 2.6.26, KDE 4.2, OpenOffice.org 3.0 and Iceweasel 3.0; pre-configured Compiz Fusion; several new system administration modules, including Enetwork for network configuration, Easy Channel that provides a one-click method for installing proprietary device drivers, multimedia codecs and non-free software, and Ependrive which allows saving changes made during a live session to a USB storage device; various improvements to the Einstaller; dramatic reduction in boot times. Visit the project’s home page to read the complete release announcement (in Portuguese). The installable live DVD is available for download (MD5) from here: epidemic-3.0-b2-3-i686.iso (1,339MB).