Mandriva e KDE em hardware antigo – Parte 1
A exemplo do feito anteriormente com o Slackware resolvi fazer uma instalação do Mandriva 2009.1 Spring em um hardware antigo e avaliar seu desempenho geral neste hardware já considerado obsoleto. Também teve influencia neste teste um artigo traduzido e publicado no Guia do Hardware.NET quanto o Mandriva 2009.1, boa parte dele foi escrito com base na experiência de instalação em um hardware limitado ou que, de antemão, já se sabia ter problemas devido, principalmente, aos novos pacotes do X.org introduzidos na distribuição nesta sua nova versão, como não concordei com muito escrito ali resolvi eu mesmo fazer algo semelhante, pois, como já comentei em outra oportunidade, tive uma boa experiência com a distribuição no meu computador principal. E olhe que ele não é um primor de hardware.
A principal diferença deste artigo para o anterior na questão do hardware é que fiz um upgrade de RAM, em vez dos 384mb anteriores agora conto com 512mb de RAM, mas ainda 64mb destes são compartilhados com vídeo onboard da SiS, então, disponível mesmo tenho apenas 448mb de RAM. Vejamos um resumo do hardware mais importante em que será instalada a distribuição:
Processador: Celeron Coppermine 800 MHz (cache de 128 KB)
Memoria: 2 pentes de 256MB genéricos
HD: QUANTUM FIREBALL de 10GB
Video: Onboard SiS 630 com memoria de 64MB compartilhadas da principal
Som: Onboard C-Media CM8738
Rede: Onboard SiS900 PCI Fast Ethernet (o chipset e todos os componentes da placa-mãe são SiS, coisa da “melhor qualidade”, embora funcione a contento sempre na maioria das distribuições, só duas que resolveram que vão desativar o PS/2 via patch do kernel, mas não vem ao caso)
A instalação
De inicio uma surpresa muito agradável, o instalador tem um desempenho muito bom, bem acima do que eu esperava, assim todas as facilidades dele estava a minha disposição, meu trabalho iria ser mais fácil do que imaginava. O único senão ficou por conta do tempo estimado de instalação, parece que o DrakInstall não é muito bom com previsões de tempo (no artigo publicado no GdH também é citado isso).
Optei no primeiro teste por uma instalação padrão com o ambiente KDE, afinal é meu ambiente padrão ao longo dos anos, gosto muito dele. Junto com o KDe também são instaladas outras aplicações como o Firefox, OpenOffice.org, GIMP e outras em GTK, como o próprio Mandriva Control Center e as ferramentas da distribuição.
Tudo isso, mais os serviços padrões da distribuição faz com que, no geral, o sistema seja menos responsivo que outras que só tenha o básico mesmo (por exemplo o Slackware e o Debian), mas algo já previsível, até por isso não havia tentado antes, com menos memoria RAM disponível.
Após 48 minutos e 53 segundos (cronometrados, todos os tempos citados neste texto são com base no bom e velho cronometro mesmo) sistema instalado e pronto para o reboot, bem menos que as mais de 2 horas estimadas pelo instalador. Poderia ser mais rápido, mas o hardware realmente não ajuda nesta questão, em minha outra maquina este processo foi bem rápido, tempo de fazer um café. Enfim, todos os componentes de hardware foram reconhecidos e os drives devidamente instalados.
Primeiro Boot
Aqui um susto, no primeiro boot entra em ação o sistema de boas vindas da Mandriva, nele você pode se inscrever no Mandriva Club, enviar as informações do seu hardware para a HCL da Mandriva dentre outras coisas, contudo a primeira tentativa falhou, basicamente o ambiente gráfico não subiu.
Alternei para um terminal de modo texto, chamei o dmesg e estava lá o motivo, o drive da placa de vídeo SiS falhou. Como estava instalado corretamente e aparentemente apenas falhou na hora em que foi chamado tentei um novo reboot, dito e feito, sistema iniciado corretamente, enviei as informações de hardware para o HCL e finalmente pude ver o KDE iniciado. Primeira coisa a se fazer, abrir o monitor de sistema e verificar o consumo de recursos.
O objetivo de chamar o Monitor de Sistema do KDE é duplo, além de ver as informações que quero também vai me mostrar como o sistema está respondendo ao chamado de aplicações da própria plataforma KDE, nisso foi bem, respondeu praticamente no mesmo instante, já as informações de consumo dos recursos da maquina também me agradaram, 14% da CPU e 180MB de RAM em média em uso, números muito bons, contudo, diferente do Slackware, o SWAP estava sendo usado, na realidade 50% dos 512MB reservado ao SWAP estava em uso.
A SWAP até que não poderia ser um problema, mas como o HD é lento, qualquer leitura nele acaba criando um gargalo, sem contar o barulho que com o tempo acaba ficando irritante, enfim, não gostei.
Agora verificar se algum item de hardware ficou para trás, felizmente nenhum dos que realmente vou usar ficaram sem configuração. Vídeo instalado corretamente (apesar do erro inicial, não houve problemas posteriores), som pronto para uso e rede devidamente pronta para configuração.
Rede configurada vamos a primeira participação daquela aplicação que será muito, mas muito usada mesmo, o Firefox. Seu inicio mostrou-se um pouco lento, ficar admirando o ícone pulando no desktop não é algo agradável de se ver, mas para quem está acostumado com a limitações do hardware vai acabar considerando normal, não era muito diferente do Slackware ou do Windows XP SP3 que já habitaram esta maquina antes. No geral posso considerar que foi bem responsivo, mas precisava chamar outras aplicações e ver como o sistema se comporta.
Próximo item a ser chamado é o OO.org, com ele daria bem para saber como estava a maquina no quesito respostas do sistema, mas ele me espantou, este sim demorou a carregar, até mesmo para mostrar o splash inicial demorou um pouco mais do que eu esperava. A demora era tanto que me fez lembrar o que este foi o motivo principal de te-lo removido deste maquina no passado, já com menos memoria, já tem algum tempo que uso nesta ou o Abiword (em Windows ou Linux com ambientes em GTK) ou o KOffice, eles se mostram muito mais responsivos e cumprem bem seu papel, para meu uso estão de bom tamanho. Contudo fico imaginando como deve ser para quem dependa mesmo desta aplicação e tenha um hardware limitado, provavelmente terá de usar uma versão mais antiga, contudo, nem sempre esta é a melhor solução, acho que usar o OO.org nos netbooks não deve ser lá uma experiencia muito boa, quem sabe no futuro possa eu mesmo fazer este teste, mas até lá essas maquinas já estarão bem melhores, hoje mesmo elas já estão, imaginem até eu ter um em mãos.
Continuei os testes abrindo aplicações diversas, me limitei a abrir apenas poucas aplicações de cada vez, geralmente mantendo umas 4 abertas ao mesmo tempo. O sistema se comportava relativamente bem, claro, observando sempre as limitações impostas pelo hardware, basicamente abria o software, fazia umas poucas atividades nele e passava para o outro, ao final verificava no Monitor de Sistema como estavam as coisas, tudo parecia bem, consumo de RAM se mantendo na casa dos 200MB consumidos (sem levar em conta a cache feita pelo sistema), contudo uma coisa me intrigava, a CPU se mantinha oscilando acima do normal, fechei todas as aplicações e verifiquei usando o comando “top”, pois bem, o PulseAudio estava trabalhando sem parar, sempre mantinha o processamento na casa dos 20% sem ao menos uma aplicação que envolva som em uso.
Não encontrei nada que pudesse estar causando isso, abri o controle e não vi nada de anormal, só aproveitei e ajustei um pouco som (diminui o volume), fechei o controle e aparentemente o problema desapareceu, o evento não voltou a se repetir.
Continue a leitura na Parte 2.
Jabá Max.INFO














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Aqui também o pulseaudio seja qual for a distro, consome MUITA CPU.
Dizem que ele vem pré-configurado para isso, e que tem como mudar sua config.
Mas eu desabilito e fico no ALSA ‘puro’ mesmo.
No meu AcerOne A150 com Línux Linpus com 1 MB RAM, o OOffice abre o Write em 11 segundos. Bastante aceitável, acho.
Quem sou eu para discordar de você Jesus, mas acho que queria dizer 1GB correto? Sem contar que esse Acer está a km/luz a frente do meu celerão, que foi aposentado novamente, ainda bem.
KDE, mandriva.. argh.. coisa emo!
Estou começando a achar que este Perdido não é tão perdido assim, em todo caso….
Emo é a m____e