Por MaxRaven • Em 11 Outubro, 2007 • Categoria: Linux
Tags:Tutoriais
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A instalação de programas por compilação no Linux é uma das varias opções, contudo muitos iniciantes, por falta de informação adequada, acha que é apenas essa a forma disponível Tentando auxiliar neste ponto, e assim amenizar essa impressão, vamos começar uma serie de artigos que trata de apenas um assunto, a instalação de programas no Linux.
Vamos começar com a mais complicada delas, pelo menos para os iniciantes, a compilação. Este processo, que chamamos de compilação nada mais é que transformação de um arquivo escrito em linguagem humana para uma linguagem entendida pelos computadores. Este nome é dado em virtude do uso dos chamados compiladores para executar o processo, eles serão os encarregados de fazer a tradução da linguagem em que foi escrita o programa para a linguagem que o sistema operacional entenda e assim possa fazer uso dos recursos de hardware.
A afirmação acima é muito básica e é apenas um pena (para não dizer medíocre) introdução, caso queira se aprofundar no assunto comece por aqui. Isto posto, mãos a obra.
Para iniciar a compilação precisamos do código fonte de algum programa, para nosso exemplo vamos imaginar que fui ao site do desenvolvedor e baixei o programa XXXYYYZZZ.tar.gz, note que o mesmo está compactado pelo TAR, então temos de descompactar o pacote para começar a trabalhar. Mas como ainda estamos no site do desenvolvedor vamos procurar antes pela documentação, afinal somos iniciantes e não sabemos ao certo que temos de fazer, contudo a única informação que encontramos é que devemos descompactar o arquivo e temos de ler o arquivo README (ou INSTALL).
Nem sempre é assim, muitos desenvolvedores colocam as informações sobre a instalação em seu site, geralmente próximo ao link para downloads, mas a grande maioria faz mais, coloca também as informações num arquivo de texto junto com o código fonte, assim procure sempre o arquivo README ou INSTALL, ou ainda, em caso de ser um produto nacional ou ter a sorte do desenvolvedor colocar arquivos multilinguagem, procure o LEIAME OU INSTALAR.
Para extrair os arquivos temos um programa gráfico o ARK, ele vem instalado por padrão na gigantesca maioria das distribuições, assim, geralmente, basta clicar com o botão direito do mouse no arquivo e mandar extrair para uma pasta qualquer ou na própria pasta. Feito isso acessamos a pasta e chamamos o terminal, geralmente precisamos apenas em clicar Ferramentas>>Abrir Terminal no seu gerenciador de arquivos ou então basta apertar F2, chamando o executar e digitar “terminal”, ou “konsole” caso esteja usando o KDE, feito isso basta ir a pasta, como baixamos em nossa Home, vamos apenas digitar o nome da pasta para extrairmos o arquivo, conforme abaixo:
$cd XXXYYYZZZ/
Assim teremos essa visão no terminal:
XXXYYYZZZ$
Já estou com os arquivos extraídos, com o terminal na pasta correta, vamos ler o arquivo texto com as instruções, para isso abrimos o arquivo no kedit ou no gedit (dependendo de estarmos no KDE ou no Gnome) ou qualquer outro programa de leitura de arquivos texto de sua escolha, novamente basta clicar no arquivo para ler, afinal os gerenciadores de arquivos sabem que se trata de um arquivo de texto e saberão qual programa usar, mas caso não consiga abrir direto tente apenas clicar com o direito do mouse e e escolha um desses programas para leitura.
Lendo o arquivo fiquei sabendo que teria de dar alguns comandos, cabe lembrar que na maioria das instalações de programas por compilação os comandos são os mesmos, mas sempre aconselho que se faça a leitura do README para sanar qualquer duvida ou mesmo para se obter maiores opções, mas vamos aos comandos:
$./configure (este comando faz todas as verificações e se todos os requisitos são estão supridos)
$make (esse comando monta toda a instalação, faz as traduções necessárias e prepara os arquivos para a instalação propriamente dita)
$su (este comando é para que se torne o root, o administrador do sistema, depois do comando basta inserir a senha de administrador e dar enter ou alternativamente, no caso de sua distribuição tiver habilitado, use o sudo, conforme mostrarei abaixo)
#make install (ou $sudo make install e ai insira sua senha, este comando faz a instalação propriamente dita, colocando os arquivos nas pastas corretas e criando os atalhos necessários, note que no lugar do $ usei o #, está é a definição do terminal para quando está usando o terminal como root)
Alguns detalhes sobre a compilação.
Existem alguns programas gráficos que prometem auxiliar e fazer a compilação sem a necessidade de comandos, já testei o Kompile, contudo ele ainda está na fase beta e nem sempre consegue executar a função. Também poderá usar a ferramenta “checkinstall” para compilar e criar um pacote nativo de sua distribuição, falarei dele em separado.
É necessário ter instalado o conjunto de compiladores da sua distribuição, geralmente basta optar para instalação completa ou então mandar instalar os “pacotes de desenvolvimento” de sua distribuição, assim todos os compiladores são instalados por default.
Algumas distribuições live-cd não incluem os compiladores como padrão, assim deverá baixa-los pela internet, geralmente usando o gerenciador de pacotes nativo dela, mas para isso aguarde os próximos artigos, onde trataremos exatamente desse assunto, mais precisamente o APT, o gerenciador nativo do Debian e das distribuições Kurumin, Ubuntu e outras. Até lá.
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O velho conjunto de comandos $ ./configure; $ make e # make install para programas sem muitas dependências dá tranqüilo. Agora se for algo que precisa de centenas (força de expressão) de dependências pode se tornar um pesadelo. Esses dias fui compilar o último Pidgin no Ubuntu Dapper (pois nos repositórios só há o 1.5)… nossa, tive que instalar uns 10 pacotes devel pelo apt-get (gnutls, libxml, lib-isso, lib-aquilo, fora o básico build-essential), fora as dependências destes. Pelo menos tinha tudo nos repositórios.
Eu não sei se é porque estou ficando velho, mas não consigo abandonar os apt-get, yum, smart, urpmi.
11/10/2007 as 15:36
[...] MaxINFO Informática - Linux - Software Livre - Opinião e mais um pouco « Compilação de programas, o terror do iniciante em Linux [...]
11/10/2007 as 15:43
è verdade, se tiver tudo lá vai tranquilo, mas se não tiver da-lhe a busca as dependências, por isso já publiquei o segundo da serie, o próximo é o checkinstall, para substituir o #make install e já criar o pacote da distribuição e facilitar o trabalho.
Agora, gerenciador de pacotes é uma mão na roda, vou por um video que o apimente.br lá do GdH fez, depois daquilo não dá pra dizer que instalar programas no linux é difícil.
11/10/2007 as 15:55
[...] acima citados (RPM, DEB e TGZ), mas sim baixa o código fonte, as dependências e faz toda a compilação automaticamente, sem intervenção, contudo essas mesmas distribuições são mais indicadas para [...]
16/10/2007 as 19:33