Gentoo na UTI, Reiser na cadeia, MySQL na SUN e mais KDE 4
Como disse na postagem anterior, estava cogitando a idéia de criar uma postagem semanal com um resumo e tecer comentários sobre que foi noticia durante a semana, já fiz algumas dessas e acho interessante, até mesmo para ficar replicando o mais do mesmo, assim é mais fácil, cito a fonte de leitura e faço meus comentários, se os amigos não leram poderão fazer, além de ser um espaço para bater um papo sobre tudo que ocorreu, vamos lá então para o primeiro deste ano.
Gentoo na UTI, Robbins a solução?
Mesmo depois da postagem em seu blog sugerindo que poderia resolver os problemas da distribuição Gentoo, até o momento as coisas não estão andando, aparentemente apenas uma pessoa está respondendo realmente pelo projeto, conforme comentário no blog em outra postagem do Daniel, como já estamos no dia 19 e ele havia dado o prazo para o dia 18, ou teremos novidades em breve ou simplesmente podemos encomendar o terno preto, pois a coisa vai ficar feia, tem muita gente descontente.
Ainda espero uma reviravolta, espero mesmo, até porque, um dia, ainda pretendo usar o Gentoo, nem que seja apenas para testar.
Empresa de Hans Reiser fecha, mas ReiserFS4 continua sendo desenvolvido.
É, o Hans está preso, sua empresa, que criou e mantinha o sistema de arquivos ReiserFS, parece ter fechado as portas, mas o projeto do reiser4 está ai, com a comunidade tocando. Já teve gente correndo mudar o sistema de arquivos utilizado em suas instalações, algumas distribuições mudaram o sistema padrão, mas eu ainda uso e usarei por um tempo o reiserfs, ele tem se mostrado segura, estável e não me deu nenhuma dor de cabeça, desde quando comecei a usar, ainda na época do Red Hat, em time que está ganhando não se mexe, então ficamos por aqui. Verdade que uso a ReiserFS3 e que tive perda de dados num HD formatado em Ext3, que foi justamente o que me fez optar pelo reiserfs. Sei que o Ext3 amadureceu, está em constante desenvolvimento, inclusive agora, com esses problemas, mais empresas passaram a auxiliar, então deverá ser realmente o padrão no futuro, mas para mim, ainda está bom como está, quanto ao Hans, o juri que o diga, eu não vi nada, não sei de nada, nem conheço o cara, o poder judiciário que decida.
MySQL agora é da SUN por 1 bilhão de dólares.
É, que montanha de dinheiro, dá pra mandar 1% pro Tio Max? Sempre fui usuário fiel do MySQL :-). Só espero que não tenha de migrar a curto prazo para outro servidor de bando de dados, ele funciona bem aqui, mantem este blog (como milhares de outros pelo mundo afora, até o Google usa ele), uso para armazenar dados das minhas contas pessoais (tenho um banco de dados sobre isso, graças a ele sei que diminui o consumo de energia em 25% do começo de 2007 até este mês), mas para este uso tenho experimentado o Kexi, que faz parte do KOffice, vamos ver se vou conseguir criar algo bacana para mim, quanto ao MySQL acho que não muda muita coisa, pelo menos por enquanto, mas como se trata de uma grande empresa do setor, podemos esperar de tudo, sempre é bom ficar de olho.
Time Warner testará cobrança de internet por tráfego
Acho que nado contra a maré aqui, sou totalmente a favor deste modelo, acho mesmo que deveria ser assim desde sempre, pelo menos no caso das conexões de banda larga, sempre me questionei quando usuário deste serviço aqui no Brasil, estou pagando parte dos downloads dos outros, afinal atualmente é como um rateio, eu mesmo, sou um daqueles descritos pelo Marcos Élias no artigo dele, só uso basicamente para ler meus emails, navegar, falar pelo IM, não faço downloads agressivos, nunca fiz, acho que o maiores arquivos que baixei pela internet foram imagens ISO de distribuições, e mesmo assim espaçadas, nunca no meu tempo de Speedy usei mais de 50% da banda permitida do meu plano, então, resumindo, acho este sistema de cobrança mais racional.
Contudo fico com o pé atrás por aqui, sei que a Telefônica não é um exemplo de organização e eficiência, quem vai me garantir que usei aquele tanto de banda mesmo? Se o sistema de medição for eficiente é tranqüilo, caso contrario, poderá ser uma nova forma de tormento para o consumidor, mas a idéia, no geral, me parece muito boa.
Este explodiu na cara de muita gente, não foi por falta de aviso, muita gente instalando, achando que iria ter tudo mastigado como nas versões acima do 3.5.0, mas não é assim que a banda toca, foi avisado, reavisado, vários desenvolvedores explicaram, mas o pessoal não quer saber, sai instalando e depois reclama. Contudo algumas reclamações me espantam mais, muita gente disse que o novo visual é imitação do Mac, outros quase chegam a babar de raiva dizendo que é a cara do Vista, poxa, se decidam, não dá para ser os 2 aos mesmo tempo, a não ser que seja algo que seja diferente, mas parecido com ambos. Opa, mas é justamente isso que preconiza os conceitos de usabilidade (ohh palavrinha que sempre erro, será que acertei hoje?) nos quais existe até um fundação tentando padronizar as coisas, tudo para facilitar ao usuário final, será que só eu li isso?
Gente, não adianta, isso foi assim na migração para a versão KDE3 e vai ser assim agora, foi tudo remodelado, as mudanças não só estéticas, este lançamento não é voltado para o usuário final, mas sim para as distribuições que estão em fase final de testes, temos Ubuntu, Mandriva, Suse, Fedora e muitas outras em processo de Alphas e Betas, são para eles este lançamento, para dar tempo de moldar, contribuir, alterar e até mesmo criar, afinal é este o objetivo de todas essas mudanças, facilitar a criação, desenvolvimento, ou seja, rejuvenescer o desktop, trazendo uma nova era para o “Desktop Linux“.
Agora, se você quer testar, ver como começou a historia, bem, os pacotes estão ai, algumas distribuições criaram até um live-cd exclusivo, outras, como o Slackware deixam a cargo de seus usuários se virarem, então temos até binários prontos, slackbuilds ou compilação direta, na postagem sobre o lançamento tem algumas dicas, mas aqui tem outra novidade, tudo já compilado para os mais preguiçosos (como eu) ou slackbuilds, o André (colega nosso do GdH) fez até um script para instalação automatizada, usado wget e pkgtool, vale um conferida.
É isso, esses, para mim, foram os destaques da semana, mas não aconteceu só isso, claro, os comentários estão abertos, deixem a sua visão dos fatos, quem sabe não concordamos em vários pontos.
Tags: Blogs, Consumo, Distribuições, Downloads, Hardware, InternetItens relacionados
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MaxRaven • Em 19 Janeiro, 2008 • Categoria: Notícias
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E eu continuo na dúvida sobre o okular, no site do mesmo
http://okular.kde.org/formats.php
afirma-se que a biblioteca (com suporte para qt-4) do pacote poppler é necessária.
Ao compilar o kdegraphics, as mensagens de compilação do cmake deixam bem claro que sem essa biblioteca, o okular não abre pdfs.
E olhando o link citado
http://andre.peric.tavares.googlepages.com/kde4.txt
Há uma lista de dependências, gostaria de saber qual desses pacotes substitui o poppler. Para mim é um detalhe importante porque o objetivo do okular é unificar a visualização de documentos dos mais variados tipos no KDE.
Bom José, eu realmente não sei, vou dar uma olhada com mais carinho agora que citou isso, pois eu basicamente estava conversando com o André via IM quando vi postado no Br-Linux os pacotes, como o PiterPunk lá havia dito que o autor dos pacotes é um dos colaboradores nos pacotes do KDE para Slack só indiquei para o André, afinal eu ainda estou com o 11, ainda não dá para eu testar.
Pelo que entendi (só olhando) os binários são o resultado da compilação usando os slackbuilds também postados pelo mesmo autor, vou investigar direito e ver se o André terminou o download e instalou usando o script (não conversei com ele depois que criou).
Assim que descobri tudo atualizo aqui.
Atualizando….
Li os slackbuilds e o readme, realmente, ele não compilou com a opção, no readme ele diz que tem de por a opção, então realmente se a pessoa tiver afim mesmo é melhor usar o slackbuild, ou então fazer igual a mim e esperar mais um pouco, a versão 4.0.1 já está para sair com umas correções interessantes.