Previsão do The Economist, Linux decola em 2008
O influente jornal The Economist, em sua versão online, publicou 3 previsões voltadas para a tecnologia em 2008 e, especialmente, para o código aberto, nisso incluído o Linux.
Na primeira previsão fala da lentidão para internet como um todo, mostrando como os recursos estão sendo utilizados de forma errada, principalmente pelo numero de spam enviado, estimado em 90% de todo o trafego da internet, isso, mais a nova forma de utilização por parte dos internautas pode ser catastrófico.
Segundo o artigo, até pouco tempo, tínhamos o usuário baixando muitos dados, mas enviando pouco pela internet, ficando assim apenas umas das vias congestionada, contudo, com os novos hábitos, envio de vídeos para sites como o YouTube, troca de arquivos grandes pelas redes P2P e a distribuição de episódios e de series televisivas faz com que o trafego tenha aumentado consideravelmente em ambos os caminhos, então, se o spam não for eliminado urgentemente, enfrentaremos uma lentidão nunca vista.
Outro ponto abordado no artigo é o interesse do Google em uma outra faixa de freqüência para transmissões wireless, o artigo especula que Google estaria de olho apenas para facilitar o acesso a internet e não para o uso como freqüência para celulares, ou seja, não vem por ai um G-Phone, mas sim para um “acesso livre”, onde celulares baseados na plataforma Andriod poderiam ter acesso total a internet, incluído ai acesso aos serviços oferecidos pelo Google e conseqüentemente a publicidade vinculada por ele (afinal ela tem fazer dinheiro também :-), também poderia ser usado VoIP nos pontos de acesso wireless providos pelo Google, tudo isso sem as limitações impostas pelas atuais operadoras de serviços celulares nos EUA.
A terceira previsão é referente ao Linux, para eles 2008 será o ano em que o sistema operacional livre mostrará a que veio, dizendo mais, que tanto Apple como Microsoft não tem condições financeiras e técnicas para competir de igual com as distribuições Linux e suas mais de 23mil aplicações disponíveis. Eles ainda abordam o uso em desktops, onde eles analisam que sofrerá um grande salto, citando as iniciativas da Dell que já está vendendo praticamente a mesma quantidade de desktops com Ubuntu do que com Windows e da Everex e seu gPC vendido a U$199 dólares na rede WallMart.
Também são citadas as iniciativas do OLPC e seu laptop de U$100 dólares para fins educacionais que acabou dando origem a outros produtos, como o EeePC da Asus, que estima vender 4 milhões de unidades em 2008, tudo movido a Linux. Mas o artigo vai mais longe, enche de elogios o Ubuntu, colocando ele como o grande facilitador de todo este novo cenário para Linux nos desktops, também coloca em destaque o desenrolar do caso SCO, que depois de alegar que o Linux estava violando as patentes do seu Unix, acabou perdendo a ação na justiça estando atualmente em processo falimentar (algo parecido com o processo de concordata da legislação brasileira), tendo inclusive suas ações removidas da bolsa de valores de Nova York.
O artigo vale a leitura, tanto é que a CNET destaca a matéria, em coluna de Matt Asay.
Bem, quanto ao spam só tenho a acrescentar que além de tudo, esse pessoal é bem burrinho, estão usando métodos do século passado, se pelo menos fosse algo feito com bom gosto, usando tecnologias cativantes, até que daria para engolir, mas os emails que recebo tem criatividade zero ou melhor, nenhuma, tanto é que os filtros tem dado conta de pegar tudo, na minha caixa de entradas não tem aparecido nenhum ultimamente, obrigado Google pelo Gmail.
A terceira previsão nem comento, não vou mudar para os EUA tão já, para falar a verdade nem banda larga eu tenho, quanto mais acesso wireless, só em sonhos talvez.
Quanto ao Linux, acho que o boom mesmo foi agora em 2007, o que vier será resultado de tudo isso que ocorreu neste ano, tanto o caso SCO que deu maior credibilidade para o Linux no meio corporativo quanto o massiva campanha de marketing do Ubuntu, que realmente trouxe luzes para o Linux, só queria saber uma coisa, como o cara conseguiu gostar do Ubuntu usando um pc de 10 anos atrás com apenas 128 de RAM, se não me falha a memória ele nem instala com esta quantidade de memória, só se for o Xubuntu, mas mesmo ele, pelos relatos de usuários em fóruns e pela minha experiência, seria algo sofrível, beirando ao irracional.
Mas está valendo, 2008 promete.
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MaxRaven • Em 28 Dezembro, 2007 • Categoria: Notícias
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Spam sempre incomodou e sempre vai incomodar,ô coisa chata! parece a caixa de correio em época de campanha eleitoral,sempre com uma papelada,que você nem se dará ao trabalho de ler e vai direto pro lixo,quanto desperdício de papel!
Quanto ao crescimento do linux,não se trata de mera previsão,mas de um fato óbvio,é só olharmos para trás e e ver-mos o que era o linux há cinco anos atrás e o que é o linux hoje,há cinco anos atrás eu não usava linux e nem sabia o que era isto,mas eu pesquiso e leio bastante sobre o assunto e percebo uma grande evolução.
Mas eu acho que o linux tem que ir bem devagar,sem muita pressa,comendo o mingau quente pelas beiradas,como faz o espetacular Firefox e principalmente,tomando cuidado com possíveis “cascas de banana” que um gorilão chamado provisoriamente de “90% do mercado” possa deixar,pois muito se engana quem pensa que malfeitor( do tipo que trapaceia por baixo dos panos e depois posa de inocente e bom moço para o público) só exista em obras de ficção.
Bom Artigo!
Muito Bom esse Artigo. Quanto ao Linux, posso afirmar como Profissional que, para servidores é a melhor plataforma que conheço, pois os custos gerados são irrelevantes e o treinamento é gratuito pela própria internet. Quanto ao suporte além de ser gratuito tem só a web toda pra ajudar, mas creio que nenhum profissional de TI instala uma tecnologia sem a testar antes e simular exaustivamente a sua aplicabilidade. Quanto aos desktops, creio que este será o ano do linux, pois existem muitas facilidades incorporadas para auxiliar o usuário. Creio que o grande responsável pela arrancada do linux, vai ser o bolso do usuário; eu pelo ao menos não vou querer pagar R$ 800,00 a mais num notebook pra ter um Sistema Operacional que ainda vai me tomar os recursos de hardware, que quem deveria usufruir deveria ser o usuário e não o Sistema Operacional.
Sem falar das vantagens das aplicações gratuitas, que se lavado em conta os gastos com suits offices, anti-virus, gráficos e etc… dá pra comprar outra máquina.
Viva o Software Livre, isso sim que é inclusão digital.
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